AutoData - Faturamento global da Cummins deve crescer de 2% a 4%
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23/04/2015

Faturamento global da Cummins deve crescer de 2% a 4%

Por Viviane Biondo

- 23/04/2015

Depois de alcançar faturamento global recorde em 2014, na casa dos US$ 19,2 bilhões e superando em 11% o do ano anterior, a Cummins estima crescer mais em 2015, na faixa de 2% a 4%.

De acordo com Luis Pasquotto, presidente da Cummins América do Sul e vice-presidente da Cummins Inc., o melhor resultado até então havia sido conquistado em 2011, quando chegou a US$ 18 bilhões.

“O mercado dos Estados Unidos continua se fortalecendo, mas a situação de outros países e regiões, como a América do Sul, é diferente. Ainda assim estamos confiantes em consolidar nossa participação, expandir-nos em segmentos como o de geração de energia e formar novas parcerias. Não são muitas empresas que cresceram dois dígitos em 2014 e que projetam nova alta para este ano.”

Os Estados Unidos responderam por 56% do faturamento, enquanto a região que compreende América do Sul e México obteve fatia de 8%.

Incluindo vendas da Cummins em conjunto com joint-ventures regionais os negócios na América do Sul e México foram de US$ 1,52 bilhão. O Brasil representa 53% dessa receita, algo em torno de US$ 805,6 milhões, e lidera o faturamento na região, seguido por Chile, com 23%, Argentina, 8%, Peru, 7%, e Colômbia, 6%. Os demais países da região, juntos, participaram com 3% do total.

Segundo Pasquotto empresas mineradoras do Chile e do Peru postergaram investimentos em equipamentos, o que impactou negativamente o resultado. Mas vê a região plena de oportunidades no médio e longo prazo:

“Há mudanças na legislação de emissões: a Colômbia ruma para o Euro 4 e o Chile para o Euro 5. Há ainda a demanda por energia e investimentos em infraestrutura que dependem de máquinas de construção e caminhões vocacionais”.

Os negócios da Cummins na região são liderados pela divisão de motores, com fatia de 41%, seguida por distribuição de peças, motores e serviços, com 31%. Na sequência vêm a divisão de componentes, que abrange filtros, turbos e sistemas de pós-tratamento, com 14%, e geração de energia, também em 14%.

“Mesmo com o PIB fraco na parte sul do continente há espaço para crescermos, principalmente em setores como o de energia. Não compensa a queda em motores, nosso principal negócio, mas ameniza a retração.”

Pasquotto destaca ainda que há excesso de caminhões com baixa quilometragem, em função da menor quantidade de cargas a se transportar. “Isso impacta nossos negócios na reposição, de modo que esses veículos demandam menos peças.”

No Brasil – A produção total brasileira de motores diesel, incluindo aqueles destinados à agricultura, construção civil, geração de energia, marítimos, caminhões e ônibus, somou 54 mil 101 unidades, baixa de 22,4% na comparação com os 69 mil 722 fabricados em 2013.

Por seus cálculos a Cummins lidera na participação de motores para caminhões acima de 3,5 toneladas, com 28% do mercado. Para ônibus a empresa detém fatia de 13%.

A empresa já tem participação confirmada na 20ª edição da Fenatran, Salão Internacional do Transporte, que abrirá as portas ao público neste ano em 9 de novembro no Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, em São Paulo.

“Será um desafio para as empresas participantes, principalmente as montadoras, que investirão em um grande evento durante período no qual o mercado não está aquecido.”


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